Filtração de superfície x filtração de profundidade

Atualizado: 22 de Jan de 2019

Entenda os 2 tipos de filtração mais usados nos filtros comerciais para veículos e como escolher o melhor sistema de filtragem para seu veículo ou empresa.





A filtração ou filtragem é um processo que nos permite eliminar impurezas que tendem a se acumular em algum meio, seja ele líquido ou gasoso. Também é através desta aplicação que eliminamos outros componentes indesejáveis ao processo produtivo ou a aplicação a que se destina. Para que ocorra um processo de filtração é necessário que se tenha um meio filtrante, objeto pelo qual as impurezas serão retidas. Atualmente no mercado existe diversos tipos e configurações, dependendo sempre do fluido a ser filtrado, aplicação, temperatura, entre outras informações importantes que precisam ser avaliadas para a determinação do meio filtrante adequado.


Filtração de superfície


A filtração de superfície, como o próprio nome diz ocorre superficialmente ao meio poroso, a grosso modo e para ilustrarmos de forma mais clara tomamos como exemplo uma peneira, comumente utilizada em residências ou na área de construção civil, a filtração de superfície ocorre como no caso citado acima, sendo que as aberturas do meio filtrante sejam menores do que a partícula que deseja ser retida, deixando passar partículas de menor tamanho. As partículas ficam retidas na superfície deste elemento filtrante, formando-se uma torta ou superfície de partículas até o elemento filtrante encontrar-se parcialmente ou totalmente fechado, diminuindo a eficiência de filtragem ou mais comumente chamado de saturação. Geralmente controla-se esta saturação por intermédio de um diferencial de pressão ou Delta P, que deve-se sempre respeitar e seguir as orientações do fabricante do elemento filtrante. Na ilustração abaixo demonstramos o funcionamento dos sistemas de filtragem por superfície, onde observa-se que as partículas retidas são maiores do que as aberturas do meio filtrante, este processo chama-se interceptação direta, outras formas de retenção por processos físicos acabam ocorrendo neste processo de filtragem como o impacto inercial, a difusão e a sedimentação, que esclareceremos abaixo pois também poderá ocorrer em processos de filtragem por profundidade.Exemplos de tipos de filtros: filtros tipo cesto, filtros tipo bolsa (alguns elementos filtrantes, pois existem filtros bolsa de filtração por profundidade), filtros de tela, filtro rotativo, filtros autolimpantes, entre outros.



Demonstração do fluxo das partículas através do sistema de filtração de superfície

Filtração de profundidade


Já na filtração de profundidade, os contaminantes seguem um caminho a ser percorrido, e são retidos por meio de toda a profundidade do meio filtrante e não apenas na superfície de entrada e de contato. Os filtros de profundidade geralmente são constituídos de fibras entrelaçadas, que geram uma área maior de filtragem e retenção, obrigando a partícula a seguir o caminho definido pelo meio poroso.O principal objetivo e característica de um filtro de profundidade é a prevenção do carregamento da superfície filtrante, permitindo assim um maior volume de filtragem, maior retenção de partículas e qualidade final do fluido mais apurada. Os filtros de profundidade podem ainda possuir graus de filtragem diferenciados em seu meio filtrante, originando o nome de multicamadas.Exemplos de tipos de filtros: filtros tipo cartucho, filtros tipo bolsa (alguns elementos filtrantes, pois existem filtros bolsa de filtração superficial), filtros tipo leito, filtros aluvião, filtros coalescentes, filtros sinterizados, entre outros.



Demonstração do fluxo das partículas através do sistema de filtração de profundidade

Como escolher o melhor sistema de filtragem


Dentre os dois princípios de filtragem citados, superficial e profundidade não existe um melhor ou um pior, e sim o sistema mais adequado a cada tipo de aplicação. Muitas vezes em um projeto de filtragem pode ocorrer a necessidade de diversos processos e tipos de filtragem/filtros conjugados, podendo operar em paralelo ou em linha, fazendo-se a função de pré-filtro, filtro final, filtro de polimento, entre outros. O tipo de filtro a ser escolhido deverá ser determinado levando-se em consideração diversos fatores, dentre os mais importantes do processo são: vazão, pressão de trabalho, viscosidade, temperatura, tipo de operação: contínuo ou batelada, compatibilidade química entre o fluido a ser filtrado e o meio filtrante utilizado e o mais importante de tudo, a qualidade final do fluido a ser utilizado e seu destino final. Diversos outros parâmetros poderão ser solicitados para que o sistema de filtragem mais adequado seja dimensionado para cada aplicação. Por isto é tão importante a procura por empresas especializadas para que façam este dimensionamento, assim como qualquer alteração no processo, quer sejam de quantidade ou produto deverão ser informadas e analisadas para a certeza de que o sistema de filtragem comporta os novos parâmetros. Sistemas de melhorias ou retrofittings poderão auxiliar na adequação dos sistemas de filtragem para que todos os novos parâmetros e necessidades sejam atendidos. 

Fonte: Meio Filtrante.

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